Faro


“Terra dos Muiraquitãs”
Faro é um dos 23 municípios que compõem o mapa geográfico do Estado do Tapajós, a região faz fronteira com o Estado do Amazonas.


Histórico

O município de Faro teve sua origem na aldeia dos índios Jamundás, que era missionada pelos capuchos da Piedade, situada na confluência do rio Paratucu com o Jacundá. Em virtude desse local não possuir as condições necessárias para o desenvolvimento do povoado, bem pela adaptação dos padres, a missão foi transferida para a margem do lago, colocando-o sob proteção de São João Batista, sendo-lhe dado o nome de aldeia dos Jamundás, chamado também de Nhamundá ou Nhiamundá. 

A criação do município foi atribuída ao capitão-general Fernando da Costa de Ataíde Teive, por ato de 21 de dezembro de 1768, tendo sido instalado em 27 do mesmo mês. Em 1830, Faro sofreu violentos ataques cabanos. Em 27 de março de 1836, a Câmara, em sessão extraordinária, reconheceu a autoridade de Eduardo Angelim, presidente do Movimento da Cabanagem.

Em 25 de novembro de 1832, em cumprimento à Lei Geral do Império, a freguesia de Juruti passou a fazer parte do Termo de Faro, de acordo com as sessões, do Conselho do Governo da Província do Pará de 10 a 17 de maio de 1833, que efetuaram a divisão da Província em Termos e Comarcas. No dia 30 de julho de 1892, Faro foi levado à Comarca. A sede do Município foi levado à condição de cidade pela lei n° 324, de 06 de julho de 1895.

Cultura

A cidade é rica em manifestações religiosas. O calendário cultural do município começa com a festividade de São Sebastião, 20 de janeiro. Maio, é dedicado a Maria, apesar de durar apenas três dias, recebe o nome de novena. 06 de maio, Divino Espírito Santo que e se estende até dia o 13. A festa mais aguardada do ano, propriamente dito a principal, é a do Padroeiro São João Batista, acontece no mês de junho com duração de 11 dias, de 14 a 24. Do dia 29 de junho a 8 de julho, da Santa Isabel. Em 20 de outubro a Santa Nazaré recebe homenagens dos devotos. Em dezembro, fazem celebração ao Menino Jesus. Há também o festival dos bois Cacau e Tira Prosa, no distrito de Nova Maracanã, que pertence ao município. O Carimbó é uma das festividades que se destaca no município.
Foto: Zilton Fioravante
Economia

O município tem a sua economia concentrada no extrativismo natural, pecuária, e a pesca é uma atividade comum de seus habitantes, outro destaque de produção familiar é a mandioca do qual é produzida a farinha branca, farinha de tapioca, a tapioca (goma), o tucupi e uma variedade de beiju. Já a casca da mandioca, no período de escassez do capim, serve de alimento para o gado, a pecuária é a principal fonte de economia do município. O prato típico bastante apreciado é o tacacá.
Foto: Greenpeace
Geografia

O município de Faro pertence à mesorregião do Baixo Amazonas e a microrregião de Óbidos. As coordenadas geográficas do município: 02° 09’15” latitude Sul e 56° 44’45’ de longitude a Oeste de Greenwich.

Limites
Ao Norte – Município de Oriximiná
Ao Sul      – Município de Nhamundá – AM
A Leste    – Município de Oriximiná
A Oeste   - Estado do Amazonas

Solos

Os solos do Município apresentam-se bastante diversificados, com a presença do Latossolo Amarelo, com várias associações, e do Latossolo Vermelho-Amarelo, também associado a outros tipos. Há presença dos solos Podzólicos, também com várias associações e dos solos Hidromórficos na extensa várzea, representada no baixo curso do Nhamundá e no setor de várzea do rio Amazonas.

Vegetação

Vários tipos de vegetação estão presentes na área, considerando-se a sua variedade topográfica. Além da Floresta Densa de planície (arbustiva ou aluvial campestre), estão presentes Áreas de Campo; a Floresta Aberta Latifoliada, Submontana de Platô; a Floresta Densa dos Terraços; a Floresta Densa dos Platôs e de Relevo Aplainado; a Densa de Submontanha Aplanaida.

Foto: Cajual - Alan Martins
Patrimônio Natural 

A alteração da cobertura vegetal, trabalhando com imagens LANDSAT-TM, do ano de 1986, era de 3.894%.  O rio mais importante é o Nhamundá, com várias cachoeiras, destacando-se entre elas, na porção norte: a Porteira, Miriti, Patos, Macaco, Santa Cruz, Escola, Inajá e Fumaça. Destacam-se, também, os lagos de Faro, Jaciuará, Maracanã, Ubin e o Espelho da Lua, famoso pelos seus muiraquitãs.  Existe uma parte das terras do município de Faro que é protegida: é aquela cujo território pertence à área indígena Nhamundá-Mapuera, estendendo-se até os domínios do município de Oriximiná, é uma região. A área que pertence ao Estado do Pará perfaz um total de 845.400 ha (8.454 km²).

Topografia

O município de Faro apresenta variações topográficas em função de sua extensão e estruturas geológicas. No Norte do Município estão as altitudes mais expressivas, que chegam a atingir, aproximadamente, mais de 800 metros. Entretanto, só se possui, oficializada, a altitude da sede que, por situar-se no baixo curso do rio Nhamundá, está a 38 metros.


Foto: Rio Nhamundá - Zilton Fioravante

Geologia e Relevo

A estrutura geológica do município é bastante complexa, dada a variedade estrutural e litológica existente. Na área estão presentes rochas do pré-Cambriano Superior e Antigo, representadas pelo Grupo Uatumã, constituído pela Formação Iricoumé (riolitos, riodacitos, andesitos, intercalações de metagrauvaca e quartzitos), pelo Granito Mapuera (granitos, microgranitos, dioritos, subvulcânicas), pelo Sienito Serra do Acari e pela Formação Prosperança (arenitos, quartzitos e gabro suretama).

O relevo apresenta-se bastante diversificado, com a presença de áreas amorreadas, cristas, pontões, inselbergs, áreas dissecadas em ravinas e vales aplainados, de colinas de topos aplainados, relevos cuestiformes, tabuleiros aplanaidos, terraços e várzeas. Morfoestruturalmente, insere-se nas unidades do Planalto Rebaixado da Amazônia (do Médio Amazonas, Planalto da Bacia Sedimentar do Amazonas) e Planalto Dissecado Norte da Amazônia.

Hidrografia

É representada, prioritariamente, pelo rio Jamundá ou Nhamundá, que, por sua vez, deságua no rio Amazonas pela margem esquerda, através do Paraná do Bom Jardim, na direção Leste, e do Paraná do Aduacá, na direção Oeste. Pertencem a esse Município somente os afluentes da margem esquerda do rio Nhamundá, sendo alguns de trechos encachoeirados. Os mais importantes são: o rio Robaço e os igarapés Grande e Pitinga.


Foto: Rio Nhamundá - Leonardo Magno
Clima

As características climáticas do município não diferem das de sua região. A temperatura do ar é sempre elevada, com média anual de 25,6º C e valores médios para as máximas de 31º C e para as mínimas de 22,5ºC.  A umidade relativa apresenta valores acima de 80% em quase todos os meses do ano. A pluviosidade aproxima-se dos 2.000mm anuais, porém, é um tanto irregular durante o ano. 

A estação chuvosa coincide com os meses de dezembro a junho, e a menos chuvosa, com os meses de julho a novembro. O tipo climático da região é Equatorial Am, que se traduz por um clima cuja média mensal de temperatura mínima é superior a 18º C. Tem uma estação seca de pequena duração e amplitude térmica inferior a 5ºC entre as médias do mês mais quente e do mês menos quente. 


Foto: Marco Velho - Alan Martins
Faro e o Plebiscito do Estado do Tapajós – 2011

A cidade de Faro, assim como todas as outras que fazem parte do que será o Estado do Tapajós, teve uma votação de forma totalmente positiva para a criação do mesmo. Com 3.728 votos a favor e apenas 110 votos contra. A população expressa o grande sentimento de compor esse que será o mais novo Estado do Brasil.



Pesquisa e Texto Alan Martins

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