O Estado Do Tapajós É Economicamente Inviável?


Existe uma grande diferença entre ser economicamente viável e financeiramente viável. Para comprovar isso, vejamos o exemplo de uma pessoa que hoje mora em uma casa, possui um carro, mas não tem nenhum centavo na carteira, ela possui uma condição econômica ou financeira viável? Sem dúvida, a condição dessa pessoa é financeiramente inviável, mas economicamente ela possui um patrimônio, o que lhe garante ter uma condição financeira. Este exemplo prova que, ser economicamente viável está ligado ao patrimônio que alguém possui e financeiramente ao valor que tem disponível no momento.
Na história da luta pela criação do Estado do Tapajós em muitas ocasiões disseram que somos “economicamente inviáveis”, mas essa ideia está errada, pois economicamente somos ricos, temos um farto patrimônio. Fazendo uma lista simples, observado apenas por um ponto de vista, possuímos a maior variedade de rios e lagos, além do maior aquífero de água doce do planeta e isso nos garante também a maior quantidade de espécies aquáticas de água doce.
De que forma esta parte de nossa riqueza pode ser explorada? Em uma pesquisa realizada nos EUA, descobriu-se que cerca de 70% dos pescadores esportivos desejam pescar na Amazônia, e a pesca esportiva representa 1% da economia mundial, cerca de 250 bilhões de dólares. Agora imagine você, se temos a maior variedade de peixes do mundo, podemos desenvolver uma forma de manter o ecossistema e, assim, atrair 1% desses pescadores para cá. Só este pequeno quantitativo resultaria em uma aplicação de cerca de 2 bilhões na economia, e estamos falando apenas em pesca esportiva. Ainda no turismo, são atrativos a nossa capacidade turística com rios, praias florestas e uma gastronomia de interesse mundial.
Além disso, temos a maior área de várzea do mundo, que é o solo mais fértil do planeta, isso nos permite capacidade de produção de hortifrutis em grande quantidade e com maior peso. Ainda na área de produção, podemos exportar, para o mundo inteiro, nossas frutas tropicais como: manga, muruci, açaí, cupuaçu, cacau, produção de abacaxi, bananas, que já são muito apreciadas no sul do Brasil e na Europa. Boa parte dessa produção acaba se perdendo por falta de capacidade de armazenamento, escoamento, industrialização e, principalmente, incentivo.    
A pergunta é inevitável, somos pobres economicamente? Somos “economicamente inviáveis”? Não teríamos condições de nos sustentar? Somos pobres e por isso o novo estado seria inviável? Podemos concluir que temos sim condições de ter uma renda compatível com a despesa. Podemos concluir sem dúvida que o Estado do Tapajós é viável ECONOMICAMENTE.
#TapajosMeuEstado
Jean Carlos Leitão - Presidente do ICPET - Instituto Cidadão Pró Estado do Tapajós.


4 comentários:

  1. Isso prova que nosso Estado do Pará é riquíssimo em Falta e Flora.
    Só falta ser explorado inteligentemente.

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  2. Nós não queremos dividir o Pará queremos o estado do Tapajós

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